domingo, 5 de abril de 2009

O sufrágio da fé

Quem sofre influência das leis do catolicismo ainda nos dias de hoje, carrega em sua consciência um dogma religioso que determina serem pecadores desde seu nascimento, pois segundo a bíblia, tendo Adão e Eva sucumbidos pelo pecado original, assim chamado, acabaram perpetuando esse ato para todos quantos viessem nascer.
É um tanto fantasmagórico!
Adeptos a essa crença são pessoas que se deixam induzir com facilidade sem ao menos questionar qualquer item que possa opor-se às regras desse jogo, pelo menos para melhor entender. Porém, apenas evitam tocar nesse assunto para não ofender o “deus bíblico”, ou contrariar alguém mais.
Portanto não admitem que qualquer nível de dificuldade ou sofrimento que possam estar assistindo, seja resultado das atitudes de cada um.
Ninguém tem por obrigação assumir erros ou faltas dos outros!
“Deus quis assim”: expressão popular entre religiosos e os mais próximos pertencentes a mesma cultura pois tão fracos estão que não esticam seus pensamentos raciocinando e concluindo que isso é inadmissível pois isso é não assumir os próprios compromissos deixando nas mãos de outros.
“Cada um será julgado conforme sua obra”. Esse julgamento, (que ocorre a todo momento, pois os desencarnes são constantes),nada mais vem a ser que a avaliação das atitudes tomadas no decorrer da vida,cujo resultado determinará como será a próxima caminhada nesta ou em outra dimensão.
Por conseguinte, não adianta reclamar o peso do fardo citando “ai, ai, que dor estou sentindo; é porque Deus não me ajuda!” pondo a culpa em alguém distante e tão desconhecido. Devemos sim, procurar entender a razão desse fardo.
Apenas ouvindo falar não significa que todas as palavras sejam verdadeiras.
Aí se encontra o valor dos estudos comparados para que possamos tomar de diversas fontes certas informações para observarmos, analisarmos e tirarmos nossas conclusões.
No entanto, mesmo sabendo que determinadas expressões, atitudes e comportamentos estão inseridos em nossa cultura, não podemos ter nenhum vínculo religioso, filosófico ou afins. Precisamos criar um canal de visão e interpretação que nos faça entender os fatos e pessoas sem invadirmos o terreno alheio.
Devemos estar longe de normas impostas por algum culto. Assim, enxergaremos o que outros, recusam-se a ver pelos limites determinantes.
Porém, quando cito estar distante de regras sei que é praticamente impossível, porque mesmo não participando de atividades onde há leis radicais e severas, estaremos criando assim mesmo nossas próprias normas de conduta e condições de vida. Pois isso é normal a todas as pessoas, traçar meios, recursos opções e modos para agir, mesmo que resultando insatisfatoriamente seja ao próprio indivíduo ou ambiente que se encontra.
Enfim, a vida está aí para ser vivida e não freada por recursos que só atenderão a líderes detentores de informações, conhecimentos e poderes ocultos que irão beneficiar-se financeira e socialmente tendo sempre seus semelhantes sob promessas descabidas através de palavras trabalhadas, forjadas ou até apimentadas com determinadas nuances de hipocrisia para que pouco ou nada entendam os fiéis, da verdadeira lei da humanidade ou do universo.
Aqui está outro cuidado muito importante:
Quando alguém está só, num momento em que não entende os fatos ocorrendo ao seu redor, não aceita orientação ou sugestão em espécie alguma é inevitável tomar alguma atitude errada.
Isso até que é normal, porque o mesmo assunto ou situação é visto e interpretado por várias pessoas de maneiras diferentes, com opiniões diferentes.
A conseqüência dessa atitude será um bom ensinamento, porque a vida é uma sucessão de erros e acertos e somente no final da jornada saberemos o resultado.
Todos nós estamos aptos para evoluir.
Basta prestar atenção ao nosso redor observando comportamentos e atitudes alhures e sem qualquer reserva poderemos notar que nós, sem embargo algum, proporcionamos diferenças até que aproveitáveis.
Se nós denominássemos apenas uma cor, como seria a apreciação dos encantos da natureza, se todos nós tivéssemos um único nome para nos relacionarmos como poderíamos nos encontrar na multidão?
Enfim necessitamos de informações para podermos viver mais seguros e equilibrados dentro de cada cultura, infelizmente esse processo de dados quando nos chega fragmentado dificilmente poderemos avaliar em tempo hábil para obter melhores resultados.
Finalizando, essa é a sociedade que criamos aceitamos e nela vivemos.

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